Como toda cidade grande, o Rio de Janeiro oferece muitas opções. Tem de tudo um pouco, para os esportistas, os fashionistas e até os mais caseiros. É uma cidade maravilhosa e certamente muito atrativa em diversos aspectos, sem falar das pessoas que circulam por aqui, diversas línguas e sotaques que deixam até meio confuso às vezes… esse é um dos aspectos que me faz amar muito esse lugar.
Mas ultimamente eu tenho notado que cada vez mais o mundo carioca está se definindo como esse grande amontoado de tribos, de gostos, de lugares que se colocam muito claramente no espaço (geógrafo falando, licença poética). Você pode dizer “ah, fala sério, isso o Rio sempre foi e você que não percebeu!” e de fato, eu sempre fui um cara de ficar mais em casa, na minha, aproveitando uma boa pizza e um bom filme, mas essas saídas constantes acabaram por abrir os meus olhos (a vantagem de se ter bons amigos é que a gente nem sempre consegue liberar todo o nosso potencial de alegria dentro de casa!).
O Rio é esse lugar maravilhoso, cheio de oportunidades… mas às vezes fechamos os nossos olhos e esse é o problema de ter opções: se você pode escolher, vai acabar escolhendo sempre a mesma coisa ou vai aproveitar pra experimentar?
Começamos pelo básico: o mundo é dividido em classes e (correndo o risco de ser interpretado de forma errada de novo) e espaço também. Assim sendo, estamos mais “acostumados” a frequentar certos lugares porque, afinal de contas, como nós poderíamos frequentar outros? Pois é, aí que está o X da questão. Em uma cidade como o Rio, onde tudo é tão próximo, nem mesmo as classes sociais estão tão distantes. O que eu quero dizer com isso é o seguinte: se você procurar com um pouco mais de cuidado vai ver que existem ótimas opções e que, não por falta de oportunidade mas sim por falta de vontade, você acaba perdendo a chance de dançar ao som de uma música diferente ou ter uma experiência espacial completamente nova.
Exemplo: Eu. Adoro as festas do grupo paranoid e praticamente é só o que frequento, porque junta tudo que eu gosto, a música, a bebida, os meus amigos e o local. Ontem, um dia comum, através da ligação de um amigo eu fui a um clube novo na cidade chamando WCLUB, em ipanema (esse é o problema do Rio, se quer novidade tem que ser na zona sul, é a parte correta do marxismo que não pode ser ignorada). Um local de música eletrônica, fila na porta e somente pessoas que não pegam ônibus nem metrô. O que eu tava fazendo lá? Entrando com o meu amigo de VIP. Tudo que tivemos que fazer era enviar nosso nome por email e PIMBA! Lá estávamos nós com a nata carioca dançando ao som de uma música sem letra em um espaço todo trabalhado no estilo New York City de ser. Me senti ótimo, poderoso, interessante… e um pouco entediado depois de 40 minutos daquele tumtitum sem motivo de existir.
Mas então, se eu sai do lugar em menos de uma hora qual é a lição disso tudo, você me pergunta. A lição é que, com tantas opções, o que importa é estar com os seus amigos, eles são a verdadeira festa. O local é só o meio para a diversão. O tempo todo que estive lá fiquei falando merda com o meu amigo e saímos de lá nos sentindo bem, ainda interessantes e com sono (porque 15 reais em um redbull? tá pela hora da morte!).
Depois de muito tempo frequentando o mesmo lugar aquilo pode acabar parecendo chato. As mesmas pessoas, as mesmas músicas, o mesmo lugar… Aconteceu comigo e devo dizer que mudar às vezes, mesmo que seja pra algo que não te agrade tanto, pode ser um atitude muito interessante se você tem o apoio daqueles que te amam. Aproveite as opções, é tanta coisa que podemos fazer… não perca todas as suas chances com uma coisa só.
=)
Quando a gente está com as pessoas certas, até um pancadão no lugar mais trash da cidade vale a pena. Um club chiquérrimo e cheio de gente interessante, então, vira o paraíso (ainda que ao som de túti túti).
Cara…. eu e Dudu costumavamos dizer “não é o lugar…” E isso queria dizer exatamente isso… n o q importa n é o lugar e sim com quem vc está… e nesse quesito, fala sério! A gente sempre se diverte, não?