“Será que podemos ser amigos de um ex? podemos transformar toda aquela paixão em uma boa amizade?”
Sex and the city – Ex and the city
Não faz muito tempo eu tive uma conversa bastante interessante. O comentário rondava sobre o fato de não sabermos lidar com o término de um relacionamento (namoro, ficadas sérias e coisas do tipo). Muitas vezes uma pessoa ou até mesmo os dois não sabem lidar com aquele sentimento de carinho tão intenso pela outra pessoa que fica… daí então surge (muito frequentemente) uma grande solução: vamos ser amigos.
A proposta é boa, mas se pararmos pra analisar acaba sendo um pouco contraditória. O amigo é alguém (pelo menos pra mim!) extremamente importante… como dizem, é a família que você escolheu, é a pessoa que estará lá, presente quando você mais precisar. Pois bem, no caso do término de um relacionamento, sempre que alguém me propõe ser “amigo” acaba soando como algo menos importante, tipo “bom, já que não conseguimos namorar, vamos pelo menos ser amigos”. Ora, se os dois considerarem a amizade algo tão importante, então porque rebaixá-la a algo inferior no final do relacionamento? Será que não existe outra maneira de lidar com a situação?
Algumas pessoas preferem brigar, terminar chateado com a outra pessoa porque dessa maneira é mais fácil de se esquecer todos aqueles sentimentos bons que você sente por ela. Particularmente eu acho isso péssimo, nunca funcionou comigo e os resultados são os piores possíveis… mas é incrível como essa é uma possibilidade que sempre acha uma maneira de se tornar atraente no final. A vontade de simplesmente mandar se foder e não saber da pessoa nunca mais é uma idéia bem interessante quando você ouve “podemos ser amigos?”. Qual é a alternativa quando você simplesmente não quer ser só amigo? Cedemos a isso em consideração a outra pessoa? Afinal, existe qualquer consideração no final de um relacionamento?
As minhas experiências nesse campo são bem tranquilas. A amizade é um recurso sempre utilizado, mas não como algo inferior. Sempre fico com um pé atrás, mas no final das contas o que rola é uma boa amizade mesmo (até porque na maior parte dos casos é sempre a outra pessoa que não quer nada comigo, então o esforço da minha parte acaba sendo mínimo). Mas apesar disso, as últimas experiências me frustraram bastante… brigar acabou por tornar o processo de superação ainda mais difícil e tentar ser amigo forçadamente, mesmo ainda gostando da pessoa também parece ser um grande erro.

A solução (acho né, ainda tô descobrindo) é deixar o tempo passar. Quando se gosta muito, o tempo e a falta de contato podem ser catalizadores para a superação daquele sentimento que te come vivo. De acordo com a Charlotte, “o tempo que se leva pra esquecer uma pessoa é metade do tempo que vocês ficaram juntos”. Eu já testei isso e não deu certo. Outra grande lição é que não importa a situação, superar alguém sempre vai ser difícil… mas impossível sem a ajuda dos seus amigos. Eles sim são os melhores catalizadores…
Sobre a superação, acredito que cada experiência é única e depende muito das duas pessoas. Se os dois forem pacientes e rolar uma compreensão por parte do provedor do término, pode ficar tranquilo, o tempo vai cuidar de transformar toda aquela paixão em uma bela amizade… e pode até chegar o dia em que vocês sairão juntos e comentar sobre as paqueras e paixões um do outro, nunca se sabe. O mundo dá muitas voltas.
“Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada. Sinto muito se não fui feito um sonho seu.”
Skank – Amores imperfeitos




Comentários