Ex-amor, ex-amigo.

28 01 2010

“Será que podemos ser amigos de um ex? podemos transformar toda aquela paixão em uma boa amizade?”

Sex and the city – Ex and the city

Não faz muito tempo eu tive uma conversa bastante interessante. O comentário rondava sobre o fato de não sabermos lidar com o término de um relacionamento (namoro, ficadas sérias e coisas do tipo). Muitas vezes uma pessoa ou até mesmo os dois não sabem lidar com aquele sentimento de carinho tão intenso pela outra pessoa que fica… daí então surge (muito frequentemente) uma grande solução: vamos ser amigos.

A proposta é boa, mas se pararmos pra analisar acaba sendo um pouco contraditória. O amigo é alguém (pelo menos pra mim!) extremamente importante… como dizem, é a família que você escolheu, é a pessoa que estará lá, presente quando você mais precisar. Pois bem, no caso do término de um relacionamento, sempre que alguém me propõe ser “amigo” acaba soando como algo menos importante, tipo “bom, já que não conseguimos namorar, vamos pelo menos ser amigos”. Ora, se os dois considerarem a amizade algo tão importante, então porque rebaixá-la a algo inferior no final do relacionamento? Será que não existe outra maneira de lidar com a situação?

Algumas pessoas preferem brigar, terminar chateado com a outra pessoa porque dessa maneira é mais fácil de se esquecer todos aqueles sentimentos bons que você sente por ela. Particularmente eu acho isso péssimo, nunca funcionou comigo e os resultados são os piores possíveis… mas é incrível como essa é uma possibilidade que sempre acha uma maneira de se tornar atraente no final. A vontade de simplesmente mandar se foder e não saber da pessoa nunca mais é uma idéia bem interessante quando você ouve “podemos ser amigos?”. Qual é a alternativa quando você simplesmente não quer ser só amigo? Cedemos a isso em consideração a outra pessoa? Afinal, existe qualquer consideração no final de um relacionamento?

As minhas experiências nesse campo são bem tranquilas. A amizade é um recurso sempre utilizado, mas não como algo inferior. Sempre fico com um pé atrás, mas no final das contas o que rola é uma boa amizade mesmo (até porque na maior parte dos casos é sempre a outra pessoa que não quer nada comigo, então o esforço da minha parte acaba sendo mínimo). Mas apesar disso, as últimas experiências me frustraram bastante… brigar acabou por tornar o processo de superação ainda mais difícil e tentar ser amigo forçadamente, mesmo ainda gostando da pessoa também parece ser um grande erro.

A solução (acho né, ainda tô descobrindo) é deixar o tempo passar. Quando se gosta muito, o tempo e a falta de contato podem ser catalizadores para a superação daquele sentimento que te come vivo. De acordo com a Charlotte, “o tempo que se leva pra esquecer uma pessoa é metade do tempo que vocês ficaram juntos”. Eu já testei isso e não deu certo. Outra grande lição é que não importa a situação, superar alguém sempre vai ser difícil… mas impossível sem a ajuda dos seus amigos. Eles sim são os melhores catalizadores…

Sobre a superação, acredito que cada experiência é única e depende muito das duas pessoas. Se os dois forem pacientes e rolar uma compreensão por parte do provedor do término, pode ficar tranquilo, o tempo vai cuidar de transformar toda aquela paixão em uma bela amizade… e pode até chegar o dia em que vocês sairão juntos e comentar sobre as paqueras e paixões um do outro, nunca se sabe. O mundo dá muitas voltas.

“Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada. Sinto muito se não fui feito um sonho seu.”

Skank – Amores imperfeitos





O problema da aceitação

26 01 2010

MEU POVO, QUANTO TEMPO!

Gente, quanto tempo mesmo… mas entendam que manter um blog quando você não tem internet é extremamente complicado. Até pra coisas básicas como orkut e email eu tive que viver de conexões mal feitas pelo celular, quem dirá atualizar um blog…

Mas cá estou de volta, novo e melhorado. Afinal de contas eu estou inspirado! Comecei a assistir (de maneira muito frenética) a série que não faz muito tempo eu não dava muita bola: Sex and the city. Tipo, tô aprendendo tudo que não aprendi com a vida em 25 anos. Sexo, amor, capitalismo, tudo em um só lugar com direito a roteiro muito bem escrito, uma raridade quando falamos de séries.

Essa semana resolvi escrever inspirado em um episódio que vi, “The fuck buddy”. Não, não tô aqui pra comentar sobre isso exatamente, mas daria um bom post. rs

Todas as pessoas que eu conheço da minha idade tem um fuck buddy. Ele é aquela pessoa pra quem você liga quando está sozinho e… animado. Aquele homem/mulher que faz o sexo ser tão maravilhoso que a parte do relacionamento acaba ficando em segundo plano, é alguém que você nunca pensou (nem quer) namorar mas que está sempre presente na sua vida. Reparando bem, pode até ser o “relacionamento” mais longo de algumas pessoas (no meu caso, é quase isso mesmo). Na falta de um ser humano que te complete em todos os aspectos, o fuck buddy é aquele sujeito que te dá um sexo de boa qualidade… até porque hoje em dia até isso está difícil de se encontrar.

O fato é que depois de pensar bastante eu percebi que todos os “relacionamentos” (com aspas mesmo) que eu tive foram com pessoas que terminavam nas mesmas frases: “eu preciso me concentrar mais em mim, no meu futuro”; “o problema não é você, sou eu”; “eu não gosto de você do mesmo jeito que você gosta de mim”; “Acho que nós estamos em momentos diferentes”. Acabei por me perguntar, será que isso só acontece comigo ou as pessoas de um modo geral não sabem mais o que querem?

Não é muito difícil encontrar alguém por essa cidade reclamando que faltam “pessoas comprometidas, que queiram algo sério”, mas será que é isso que nós queremos? e quando acontece, quando encontramos aquele cara legal e disposto, nós realmente damos o valor merecido? As minhas últimas experiências mostram duas possibilidades: ou eu realmente preciso mudar radicalmente quem eu sou ou então as pessoas querem o impossível. O irônico da história toda é que no final aquele com a fama de criar muitas expectativas sou eu. Será que o nosso ego ficou tão grande que não conseguimos mais nos colocar no lugar do outro, aceitar que talvez aquela situação vá acontecer conosco no futuro?

O que eu aprendi nesses últimos dias é que, não importa o quanto você se esforce, existem pessoas que simplesmente não sabem o que querem. Se perdem e levam você junto, sem nem mesmo você perceber… e quando você se dá conta, está apaixonado e levando um pé na bunda na praça de alimentação do shopping. pela segunda vez.

Minha conclusão? Goste de quem gosta de você. Se perder e morrer por pessoas que nem ligam se você existe, isso é coisa do passado, quando não existiam opções e quando o mundo era apenas o seu bairro. O número de possibilidades hoje é infinito, e pensar que aquela pessoa é a única no mundo que pode te fazer feliz é meio injusto com os outros 6 bilhões de habitantes desse planeta. Aproveite a vida, conheça pessoas, divirta-se… e, no meio do caminho, apaixone-se (por aquele que também se apaixone por você, claro).





“We got us a Pippi virgin!”

26 01 2010

Essa semana eu fiz algo que nunca pensei em fazer na minha vida.

Todos sabem que eu não costumo frequentar lugares dos quais eu não gosto ou não tenho boas referências. Esse lugar eu realmente não tinha referência nenhuma já que nunca conheci ninguém que tinha ido… até lembrar do meu grande amiguinho Robson! Estou falando daquilo que todo gay/travesti/jogador de futebol um dia vai conhecer: uma sauna.

Eu, como sou uma pessoa muito fresca (no bom sentido, claro) resolvi ir na melhor (ou pelo menos a mais conhecida). E não, foi tudo um convite, eu não implorei pra ir nem estava morrendo de curiosidade… NÉ?!

Pois bem, minhas impressões foram… estranhas. Primeiro, o fato em si de ser uma sauna já me deixou meio bolado, afinal de contas o que a gente sabe sobre esses lugares? sexo, sexo e mais sexo. Pois bem, tem isso sim (oh, se tem!), mas não se trata só disso. É um lugar também pra relaxar, ver uma sacanagem e não somente FAZER a sacanagem, perder uns quilos (eu desafio alguém a ficar naquela a vapor por mais de 20 minutos!)… Enfim, dá pra fazer bem mais coisas do que só sexo. Mas claro, o mais interessante mesmo é o climão todo, não tem jeito. Eu, virgem daquilo e recatado como sou fiquei só observando as poucas pessoas do lugar (terça-feira né meu povo). Não tenho vergonha de dizer essas coisas porque simplesmente acho que viver é descobrir esse tipo de lugar e se divertir com a situação!

Coisas que eu vi e achei bizarras:

  • cabines privativas: se você vai em um lugar desses, a última coisa que você quer é ser “privativo” né? Pois é, mas o lugar existe… o que comprova a minha teoria de que sauna é também pra se relaxar.
  • Um poster do Alexandre Frota: Sério, isso não teve realmente nada a ver. Você tá andando lá, cuidando da sua vida e do nada… PIMBA! Um poster do Alexandre Frota te olhando safadamente. Criem outras figuras mais sexys, por favor.
  • Uma academia: quem vai pra um lugar desses MALHAR? Não entendi qual foi daquilo não… vai ver é uma fantasia, só pode. rs

(“We got us a Pippi virgin!” – Gilmore Girls)





Saiu o teaser de Harry Potter e as Relíquias da morte!

6 12 2009

Sim! Finalmente o primeiro teaser saiu!

Eu não consegui ver no YouTube pra colocar aqui, mas fica o link do site do UOL pra quem quiser ver, só clicar aqui.

Bom, o mais legal de tudo não é nem o trailer em si, mas a notícia que eu li quando estava procurando o video. Aparentemente o Harry vai aparecer nu no último filme, de acordo com o diretor. Pois é, nu mesmo, peladão. Objetivo? não faço a mínima idéia, mas quem se importa?! HAHAHAHAHA





Opinião: 2012

22 11 2009

Nessa última quarta a tarde fui assistir 2012.

Local: Norte Shopping. Eu sei, péssima escolha geográfica. Mas entendam, quando estamos acompanhados, qualquer lugar pode ficar interessante… #ficadica =p

Pois bem, tirando o fato de que eu comecei a cultivar um pequeno rancor pelo Banco Real e que eu não tinha dinheiro nem pra pegar o metrô, entramos no cinema com aquela coisa horrível que o Mc Donald’s continua vendendo com o nome de “comida” e esperamos por aquele que deveria ser o filmão do momento (afinal de contas todo dia eu encontro um idiota que diz “ué, de que adianta isso se o mundo vai acabar em 2012?”). Decepção TOTAL. Listo os motivos.

1 – Se você for ao cinema querendo ver mistérios arqueológicos no estilo Indiana Jones de fazer filmes, melhor nem sair de casa pra não matar um na saída do cinema. Eles falam dos Maias UMA VEZ durante as 3 HORAS de filme. Pois é, a coisa toda é baseada na profecia maia e eles cagaram solenimente pra esse fato. Imagina COMO EU FIQUEI quando percebi isso…

2 – Os efeitos são divertidos. Tem que se dar algum crédito, já que aparentemente todos os recursos foram investidos nisso. Mas não se engane, não é nada que bons estudantes de computação gráfica com bom financiamento e uma boa equipe não consigam fazer. Hollywood não é mais a mesma… Aliás, o elenco é PÉSSIMO! Pra vocês terem uma idéia, o ator mais bonito do filme aparece em umas 3 cenas e morre. Um filme desses está fadado ao fracasso.

3 – O filme é… longo. Muito longo. 3 horas e alguns quebrados se não me engano, e não passa rápido não. Referências à tudo: desde a Biblia até Titanic, passando por Independence Day e um toque das piadas fora de contexto de Jurassic Park. Em um dado momento eu achei que estava vendo “O dia depois de amanhã” só que com atores diferentes, pra vocês verem o nível da cópia. Sem contar que, apesar de ser um filme, eu como bom geógrafo que pretendo ser não consegui engolir essa história de que “a crosta terrestre derreteu por emissões estranhas do sol ocasionadas pelo alinhamento de uns planetas”! Ah, me poupe, arrumem uma desculpa melhor… Até alienigenas ficaram mais interessantes no Indiana Jones, peçam ajuda ao George Lucas que ele sabe como fazer.

4 – Algo que nos interessa muito: a cena do Rio de Janeiro. Em tempos de escolha do Rio tanto pra sede das olimpíadas quanto a melhor cidade gay do mundo, o mínimo que poderiam ter feito eram cenas de verdade com a cidade. Nem isso. O que aparece mesmo é o Cristo se despedaçando e só. E digo mais: a personagem vê isso PELA TELEVISÂO! O filme todo se passa nos EUA (pra variar) e o final é na China (sério, deu uma vontade absurda de escrever um artigo sobre geopolítica e cinema só por essa escrotice). Eu lá, todo esperançoso de ver a minha cidade ser destruída pelo mar e o que aparece é o aquele monte de concreto se desmoronando pela televisão, aí não dá, tive que rir.

5 – Por fim, se você está pensando que o filme pelo menos tem uma história, pensou errado. NADA de história. Nada mesmo, é uma família que tem que sobreviver no meio desse samba do criolo doido que eles inventaram de eventos cósmicos e cismicos e oceânicos e blá. Pra não dizer que a coisa não tem diretriz NENHUMA, eu digo que eles seguiram a bíblia, a parte que fala da Arca de Noé. É isso mesmo, eu não estou brincando.

O ponto positivo disso tudo? Bom, tirando o fato de ver o filme com uma pessoa agradável ao meu lado, teve um único ponto realmente interessante que o filme conseguiu abordar assim, de leve: Como seria o arranjo político entre os países caso o mundo realmente estivesse acabando? Será que eles esqueceriam as guerras, o dinheiro, o poder, e se concentrariam em salvar o maior número de pessoas possível? A humanidade realmente merece viver caso não consiga pensar no próximo mesmo nesses momentos? É algo que fica pra pensar… e também é a ÚNICA COISA que fica pra pensar, já que nem dos Maias eles falaram né…

Vejam o filme e comentem, porque eu ODIEI. Coisa realmente pipoca, desnecessária e longa. Muito longa.





Apagão brasileiro / aka Ted Koppel’s big night out

11 11 2009

Pois é, estou aqui pra contar a vocês como foi a minha super noite de terça-feira (não muito diferente da noite de vocês, mas com algumas coisas bizarras!).

Eu pensei em escrever ontem, logo depois que a luz voltou, estava pronto pra escrever até uma monografia sobre o assunto… mas bateu um sono tão violento que resolvi escrever só agora, eliminando os escritos acadêmicos e ficando só com a parte legal mesmo de contar. rs

Quando aconteceu o apagão (exatamente às 22:15h) de ontem, eu fiz o que normalmente faço quando falta luz aqui em casa (algo difícil de acontecer, mas não tão improvável): liguei pra casa de amigos pra ficar na casa deles, afinal de contas EU NÃO SOU OBRIGADO a ficar nesse calor, ninguém merece.

De cara já liguei pro Caio. Pensei “zona sul, não falta luz nunca por aquelas bandas e ainda tem muito chocolate disponível”, e assim sendo resolvi ligar e a primeira coisa estranha da noite aconteceu: Eu não conseguia falar com ninguém! Todos os celulares ficaram fora do ar por pelo menos uns 15 minutos, não conseguia pegar sinal de jeito nenhum (o que já não é muita novidade para um cliente da TIM né). Ainda assim resolvi pegar as minhas coisas, a primeira roupa que consegui achar e peguei meu caminho em direção a zona sul mesmo sem saber se podia ou não me abrigar por lá. E a segunda coisa estranha da noite aconteceu: eu fui percebendo ao longo do caminho que A CIDADE TODA ESTAVA SEM LUZ! Tirando alguns prédios (Petrobras, Banco do Brasil, etc), a cidade inteira estava no escuro. Pensei “obrigado deus, acabei de ganhar minha monografia de graduação!” (o tema vai ser geopolítica da energia, então imaginem a minha animação na hora).

Conforme o motorista ia desbravando pela cidade sem luz, outra coisa me deixou com muito medo: os sinais de trânsito estavam todos apagados. Óbvio né, sem luz não tem como, mas isso me pareceu muito bizarro… os motoristas simplesmente não sabiam o que fazer, se avançavam ou se esperavam os outros avançarem. Muito acidentes de carro devem ter acontecido ontem a noite por conta disso. Percebi outras coisas muito estranhas: Embaixadas, bancos, aeroportos, museus, hotéis, trem… todos sem luz e sem gerador. Isso me deixou realmente com a dúvida “imagina se alguém resolve roubar documentos oficiais de uma dessas embaixadas? ou um banco? ou então obras raras dos museus?”, e concluí que nós REALMENTE não estamos prontos pra entrar no mundo como país desenvolvido, pelo menos não antes de um problema tão básico como a energia não for resolvido.

Naquela altura do campeonato tudo que eu queria era twittar e escrever aqui para o mundo saber o que estava acontecendo na cidade! Pessoas extremamente preocupadas, muitos assaltos acontecendo (eu não cheguei a ver, mas ouvi muitos gritos e, vamos combinar, não estava nenhum pouco difícil de ser assaltado ontem já que todos os policiais sumiram das ruas). Quando cheguei no Caio, já estava muito animado! Queria ir direto pra praia e dar uma olhada geral pra ver como as coisas estavam acontecendo, me bateu uma coisa meio jornalística de ser, fiquei com muita vontade de ver de perto a coisa acontecer, uma vontade meio Clark Kent de ser. O Caio, no entanto, é medroso até a última ponta de cabelo. Fiquei desanimado só de ouvir ele falar sobre como a cidade estava perigosa e como era melhor ficar em casa e blá blá blá. Pra que fique registrado: as pessoas ficam mais seguras em momentos de crise quando estão em grupo do que sozinhas e trancadas em casa, vide “Ensaio sobre a cegueira” do Saramago. Convencer ele disso foi extremamente difícil e eu percebi que se eu for jogado no meio de uma floresta ou de uma guerra, eu sobrevivo e a maior parte dos cariocas que eu conheço não. Agradeço ao escotismo por isso eternamente!

Depois de ser abordado pela vizinha velha dele por pelo menos umas duas vezes (“meu filho, que horas vai voltar a luz? você perguntou ao porteiro? de onde você está vindo?”) e ser convencido pelo Caio de que era melhor ficar em casa do que correr o grande risco de sair na rua e levarem as nossas chaves de casa (que é só que nós levaríamos mesmo), percebi que já havia se passado uma hora e meia e nada de luz. Aí começamos a conversar e foi algo realmente assustador… coisa do tipo “imagina só se a luz não voltar nunca mais? se isso for o fim do mundo de vez e a gente não puder encontrar nossos amigos nunca mais?” e por aí vai. Ficamos realmente discutindo essas coisas, deu até medo de pensar que poderíamos voltar ao século XVI com essa facilidade, uma simples queda de luz… Foi aí que percebi: Deixe o ser humano sem um fato de organização básica como luz ou água por tempo suficiente e ele começa a enlouquecer e colocar o modo sobrevivência ON. E acredite, ainda tem gente que acredita que instinto humano não existe… maldita seja a sociologia!

Ele tinha um rádio lá no celular dele, que ainda tinha bateria, e ficamos ouvindo as notícias. Aos poucos fomos nos tranquilizando, era só uma questão de tempo até a luz voltar. Agora, coisa estranha: Adivinha onde a energia voltou primeiro? Leblon e Lagoa. Porque será, hein? Juro, até nisso gente rica se dá bem…

A zona sul foi a primeira a receber energia novamente (em outros estados, como São Paulo, a coisa já tinha se normalizado faz tempo). Os noticiários obviamente não falavam de outra coisa, e eu me perguntei “cara, quem vai querer ver o Programa do Jô depois disso?? A galera quer é saber sobre o apagão, tira isso do ar!”. Noção de oportunidade: ou você tem ou você não tem.

E assim terminou a minha noite: com o meu fracasso enquanto jornalista, com pessoas felizes por ter a sua preciosa energia de volta e o mundo voltar ao “normal”. Mas não se engane, nem tudo nessa vida pode ser controlado pelo homem e o nosso instinto de sobrevivência está lá, dormindo e esperando a hora certa de atacar. Quem sabe no próximo blackout…





Opinião: This Is It

10 11 2009

this_is_it_one-sheet_hi-resHoje eu fui ao cinema com amigos depois de séculos de seca, só indo a festivais e coisas indies. É bom andar por um cinemark da vida às vezes pra saber o que anda rolando. Nos deparamos com poucas opções, maior parte com filmes de ação (eca). Mas, no meio da escuridão, avistamos uma luz: Michael Jackson’s This Is It.

A escolha do filme nem foi minha, culpa da amiga Lidice. Eu fui influenciado a ver somente pelo fato de que faz tempo que não vejo nada relacionado a ele… acompanhei o processo todo de morte, mas em vida eu caguei baldes pra MJ. Desse modo resolvemos entrar no cinema e ver qual era a do filme.

A primeira coisa que se nota é o seguinte: se você foi ao cinema pra ver pessoas chorando pela morte dele, enterro, comoção e afins, então perdeu o seu tempo e dinheiro. O filme é SOMENTE sobre os ensaios dele pro último show, “This Is It” (a tal turnê que começaria em Londres e finalmente iria pagar todas as suas dívidas). A coisa é bem documental mesmo, são pedaços de vídeos que são unidos através das músicas que ele canta e dança. Aliás, que dança…

O cara estava em perfeita forma. Essa coisa de que ele estava se decompondo e tal, pura bobagem. Nunca vi ninguém dançar daquele jeito, acho realmente que a Beyoncé perto dele sairia correndo e chorando de vergonha. As músicas são as mesmas (tirando This Is It, que por sinal é linda) e as coreografias são PERFEITAS, tudo muito bem produzido. Na verdade eu saí do cinema um pouco fã do Michael, porque até eu julguei o cara durante um bom tempo, mas cresci ouvindo as músicas dele (como qualquer um que ouve Lady Gaga e Madonna hoje em dia).

Vale a pena conferir, eu mesmo quero ver de novo (mais pra ouvir as músicas de novo do que pelo MJ em si). A impressão que ficou é que existe muito mais ainda sobre o MJ a ser lançado e muita coisa ainda vem por aí, sejam músicas novas ou escândalos… mas o que importa no final das contas é que ele foi extremamente importante para o pop e isso é inegável. E tenham certeza, outro como ele não deve aparecer por esse planeta por um bom tempo…





O tal do momento.

10 11 2009

Esses dias eu tenho percebido surgir em mim um sentimento novo, algo que nunca havia sentido antes (ao menos não com essa intensidade). É um misto de desespero com ansiedade, tudo isso por conta de uma noção estranha (essa sim, totalmente nova pra mim) de que o tempo está passando muito rápido e de que eu estou desperdiçando a minha vida.

É assim: os meus amigos, cada um vivendo a sua vida e muito feliz com seus projetos, e eu aqui achando (sempre) que a minha é pior que a de todos eles juntos. Eu sei, não é exatamente assim, mas vai explicar isso pro meu cérebro…

O fato é que eu tô vendo o tempo passar… e isso não é legal, ter noção desse desperdício e não fazer nada a respeito. Por conta disso eu, em toda minha genialidade de camundongo, inventei um “plano de metas” pessoal (tá na moda então resolvi copiar do governador).

Não sei, entrei em um clima muito “What you waiting for?” da Gwen Stefani (minha nova música preferida no celular, by the way), tipo ‘aproveite esse momento’ saca?! Não deixe ele passar, perder a chance… Esse imediatismo é perigoso, eu sei. Mas pensa bem: ficamos horas, dias, anos pensando sobre o que fazer da vida enquanto a VIDA passa diante de nós. Tentar, agarrar as possibilidades… Afinal de contas, “You never know, it could be great”.

Meu plano de metas inclui muitas coisas, algumas bem difíceis de serem realizadas e outras mais simples, como a volta pra academia (dor!). É o que já havia conversado com alguns amigos, tá faltando energia na minha vida, excitação, vontade… e não tem nada a ver com o profissional, antes que pensem logo que é a tal crise do 5º período da faculdade. É algo mais geral mesmo, no contexto global da minha vida. rs

Enfim, o plano está traçado. Só falta mesmo colocar em prática. E começa agora, porque não tem nada mesmo no meu caminho pra me impedir de ser feliz.





U2 live. teoricamente.

3 11 2009

Esses dias eu vi a coisa mais maravilhosa do mundo: um show pela internet.

Particularmente, eu achava o conceito um lixo. Afinal de contas, qual é a graça de se ver um show se você não está lá presente? o bom do show é isso, entrar em contato com a massa que gosta do ritmo ou da banda junto com você! viver aquele momento. Nunca fui de comprar DVD de shows (isso porque o Killers só lançou DVD de show agora né gente, tentem entender), sempre achei que você perde muito do show quando vê assim, pela TV, sem sentir a intensidade de participar lá na hora.

Pois bem, meus preconceitos caíram por terra no último dia 25 desse mês.

Olha a idéia: transmitir um show do U2 (não é qualquer banda, É O U2!), ao vivo, através do YouTube. Impossível? Pois é, eu também achava. Imaginei vinte motivos diferentes pra isso não dar certo, mas resolvi conferir. E fico feliz de ter botado fé na Google (vulgo LuthorCorp) porque foi maravilhoso!

u2.youtubeO show foi foda (óbvio né, isso eu já imaginava que seria) e a transmissão foi PERFEITA. 30 minutos antes os caras abriram o canal de transmissão, com vários vídeos feitos horas antes da apresentação… e quando começou, foi bizarro, nunca achei que fosse gostar tanto de um show assim, ainda mais pelo computador!

Gritei, cantei, chorei (isso tudo às 2 da madrugada, meu tio e meu irmão foram dormir na sala de tão putos que estavam comigo) e no final parecia como se eu realmente estivesse lá. Claro, guardadas as devidas proporções, a emoção foi muito próxima. Eu preferia estar lá pra aproveitar né, mas como não existe essa possibilidade então eu acho que o futuro é isso aí mesmo, “democratização” da cultura significa ver o show que você quer, ao mesmo tempo que todos os outros que podem pagar e ter o mesmo sentimento de felicidade (por mais reduzido que possa parecer).

Lembrando sempre: nada substitui o artista lá, na sua frente, cantando com todos ao seu redor. Mas que a iniciativa é válida… Ah, isso é!





Beyoncé e o forró!

2 11 2009

Caro amigo, esse vídeo vai mudar a sua vida.

Pra quem acha que Joelma é o máximo que o Brasil pode oferecer em termos de breguice, eu venho até vocês pra mostrar que o brega também pode ser internacional!

Sim! Beyoncé cantando seus sucessos em ritmo de forró!

E por mais que já existam por aí diversos grupos que pegam e fazem traduções aleatórias de suas músicas pro referido ritmo (as coisas mais horríveis, tem que ver), esse é um outro nível da coisa! Ficou muito bem feito, parabéns aos criadores.

E digo mais, vai virar sucesso MESMO! Daqui a pouco meus pais estão aí com o CD novo dela tocando aqui em casa, aguarde e confie.





sobre o meu desaparecimento.

22 10 2009

Queridos, estou aqui para me desculpar.

Sei que sumi da vida de todos e parei de postar, mas existe um motivo pra isso: eu me apaixonei. Não, eu não estou falando do twitter ou de outra plataforma de blog. Me apaixonei mesmo, por um ser humano.

Pois é, me entreguei. Foi uma coisa louca, nunca tinha sentido nada parecido por ninguém… e óbvio, não deu certo. Levei um pé na bunda, da pior maneira possível. Mesmo.

Fiquei arrasado durante um tempão (motivo pelo qual não atualizei o blog e desapareci da vida de quase todo mundo) e agora tô voltando a ser eu mesmo, o velho aprendiz, no caminho do lado negro da Força, sangue da família Luthor. rs

Mas sério, eu considero o blog como um exercício de redação (um muito divertido!) e quero voltar a postar, vou me dedicar a isso também. Esses dias eu parei pra fazer uma análise da minha vida e fiquei preocupado, comecei a bolar um planejamento, espero que dê certo, pra alcançar o futuro que eu tanto quero. Chega dessas coisas do coração, fui trocado pelo “futuro” e acho que devo fazer o mesmo, pensar no meu.

Segura que eu tô de volta!





Notas rápidas

21 10 2009
  • Decadência tem nome, chama-se Passeio Público Café (que de café só tem o nome mesmo). Ontem passei lá em frente e fiquei com muito medo! Muitas mulheres na menopausa e homens extremamente feios e mal apresentados. Eu lembro que nos meus 16 anos o lugar era utilizado pelas menininhas periguetes que não podiam ir em boates de verdade e escolhiam o Passeio Público pra piriguetar… hoje só dá pra ouvir forró e ver homens de pochete e celular pendurado no cinto, algo realmente medonho. Fica a dica.
  • Uma coisa que eu não entendo nesse planeta é o fato de todos os taxistas do Rio de Janeiro só ouvirem MPB fm ou Antena 1!!! Existem outras rádios, gente! Não que as rádios de hoje mereçam algum respeito (a Oi fm talvez, porque toca Killers e Ferdinand), mas mesmo assim isso ainda não é motivo pra esse monopólio. Abaixo old music já!
  • Cada dia mais eu fico com medo da lavagem cerebral que é o twitter nas nossas vidas. Agora toda vez que eu falo uma frase de efeito foda as minhas palavras seguintes são “nossa, preciso twitar isso agora!”. Não sei se o problema é comigo ou se realmente tá rolando uma parada assim com outras pessoas! rs
  • É incrível como mesmo a ANATEL pegando no pé, os consumidores brasileiros são tão mal atendidos nessas empresas de celular da vida. Os caras não sabem nada de nada, não te informam nada direito e quando você está realmente disposto a fazer uma compra, eles colocam todas as barreiras possíveis pra que isso não se realize (inclusive barreiras que não existem, tipo “a sua carteira de trabalho não serve como documento de identidade!”). Capitalismo mal feito, é o que eu digo. Ah se eu viro empresário um dia…




A verdade nua e crua: Vanusa

2 09 2009

Todo mundo sacaneando a Vanusa! (eu, inclusive)

A última aparição da cantora (?) foi simplesmente algo MUITO inesperado. Ela foi cantar o hino nacional no I Encontro Estadual de Agentes Públicos de São Paulo e devo dizer… não poderia ter sido algo mais apropriado!

Ela chega lá com aqueles óculos de vovó do pão de queijo, pega uma pasta (onde acredito estarem escritos não só o hino, mas toda a partitura da música) e começa o show. Gente, quanta vergonha alheia.

Cagou o hino todo! Virou hit da internet, não tem jeito. A atenção do público brasileiro, que no momento estava voltada para OUTRA loira, agora está focada neste retrato do povo brasileiro que é Vanusa.

Sério, nós ficamos aqui achando feio e tal, mas é uma realidade muito triste. Eu mesmo só sei o hino completo (e olhe lá!) por conta de 6 longos anos de escotismo (dos quais tenho muito orgulho, TÁ? antes que alguém fale alguma coisa…). Deixando de lado os discursos um pouco mais revolucionários sobre a idéia do nacionalismo e seus impactos, o fato é que o povo brasileiro não é nem de longe aquilo que deveria ser (ou aquela taxa de “crianças atualmente matriculadas em escolas” caiu em algum momento do governo Lula?!).

Enfim, dizem que foi um remédio lá que provocou o erro na hora de cantar a música. Eu acho meio bizarro isso, mas também não posso provar que foi só erro humano mesmo né.

Sendo pelo motivo que for, ficamos com essa divertida imagem de Vanusa, registrada para todo o sempre em nossas mentes e no YouTube, claro.





vergolha alheia: MEXEU COM A XUXA MEXEU COMIGO!

27 08 2009

Esse, senhores, é o vídeo do momento. Tá bombando no twitter de todo mundo, é uma loucura.

O fato é que começaram a falar mal da Xuxa, e aí já viu. De todos os protestos de fãs a favor da vadia loira, esse é de longe o mais divertido!


10 considerações sobre o vídeo:

1º: Ele tá usando lápis de olho, repara só.

2º: Que combinação de roupa ES-CRO-TA. Boné azul???

3º: “Principalmente pra Xuxa, que só faz coisas boas” – Querido HELLOOOOOU?! Só coisas boas??? você já parou pra ver “Tv Xuxa” alguma vez na vida? Tenho certeza que você muda de opinião.

4º: “São pessoas que não tem educação, imagina a MÃE dessas pessoas?!” – Eu fico imaginando é a sua mãe se um dia vê um troço desses na internet!!! Sem contar que, pera lá né gente, apelar pra valores familiares no que diz respeito a XUXA??? Tá de brinks.

5º: Ele falou sobre ética e homicídio NA MESMA FRASE. Mas hein…

6º: “Xuxa, essa mensagem vai pra você.” – Aham, vai sim querido, ela tá nesse exato momento assistindo seu vídeo, senta lá vai.

7º: É impressão ou ele só tem uma orelha?

8º: “SÃO TUDO UNS LIXO!” – Presidente Lula fazendo escola!

9º: Eu fico esperando ele terminar a frase sempre com um “colega”, não sei porque! christian pior feelings…

10º: Ele levanta revoltadíssimo no final do vídeo e depois volta pra citar Vinicius de Moraes!!! HAHAHAHA

Sério, é pura diversão. Bendita seja a internet e o YouTube que podem nos proporcionar esses momentos de felicidade numa quarta-feira a noite! =)





Fotografia e egocentrismo

25 08 2009

Hoje eu fiz algo que tinha muita saudade de fazer, mas nem me lembrava disso: um curso de fotografia.

Faz tempo eu fiz um curso, coisa boba em um colégio público a muuuuuito tempo, só ensinava mesmo a brincar com a máquina (que é antiga perto das digitais de hoje) e alguns truques de posicionamento e luz, e acreditem, só isso já me faz um fotógrafo melhor do que a maioria dos meus amigos. Aliás isso é muito contraditório: todos os meus amigos tem máquinas fotográficas digitais, alguns de última geração, mas poucos sabem realmente utilizar a máquina. Já dizia Danni Carlos, “Eu compro aparelhos que eu não sei usar, eu já comprei”.

O curso que fiz hoje foi totalmente ao acaso: sou monitor do projeto Calouro Humano da UERJ e hoje a atividade era no congresso de saúde do HUPE, e uma das atividades era essa oficina de fotografia (o tema das fotos era “saúde da família”, antes que alguém perceba o óbvio e comece a dizer que não tem nada a ver uma coisa com a outra). Como eu não estava realmente fazendo nada (dias de chuva afastam as pessoas), fui lá aprender um pouquinho mais. E ainda bem que fiz isso, foi muito legal! Aprendi várias coisas (e lembrei outras) e só fiquei triste de não ter a minha máquina na hora pra testar meus novos conhecimentos. Depois de algumas horas fuçando os conceitos fotográficos não demorou muito pra fazer a conexão: os geógrafos realmente não tem a mínima imaginação. Eu explico.

O conceito de paisagem é antigo. Tão antigo quanto a própria geografia e ouso dizer que é o conceito geográfico mais difundido do mundo. Os conceitos de fotografia e paisagem estão intimamente ligados, são quase a mesma coisa dependendo do contexto e AINDA ASSIM os geógrafos não conseguem ter imaginação e montar um curso rápido de utilização de fotos, das máquinas, dos conceitos, juntar essas coisas pra dar uma boa aula sobre paisagem! Não! Eles simplesmente ficam discutindo horas e horas sobre como o conceito de paisagem mudou e virou outra coisa e como a sociedade é burra burra burra demais pra entender o que eles, deuses do conhecimento, criaram de novidade para esse conceito tão antigo (sim, só sendo irônico pra entender).

Revoltas à parte, fiquei bem feliz com o curso e voltei a pensar na minha máquina novamente para além dos dias de festa e trabalhos de campo. Rio de Janeiro que me aguarde, minha lente digital entrará em ação!